Max-pax

Princípio ativo: lorazepam
Classe: ansiolítico

Max-Pax® é indicado para controle dos distúrbios de ansiedade ou para alívio, a curto prazo, dos sintomas da ansiedade ou da ansiedade associada com sintomas depressivos. A ansiedade ou tensão associadas ao estresse da vida cotidiana não requerem, usualmente, tratamento com um ansiolítico. O médico deve, periodicamente, reavaliar a utilidade da droga, considerando cada paciente individualmente. Tratamento do componente ansiedade em estados psicóticos e depressão intensa, quando estiver indicada terapia adjuvante. Como medicação pré-operatória, tomada na noite anterior e/ou uma a duas horas antes do procedimento cirúrgico.

Quando ocorrem, são observadas no início do tratamento e tendem a diminuir ou mesmo desaparecer com a continuidade do tratamento ou com a redução da dose. As mais freqüentes são: sedação, tontura, fraqueza e instabilidade. - Pouco freqüentes: amnésia anterógrada, ansiedade, confusão, depressão mental, taquicardia/palpitação. -Raros casos de desorientação, depressão, náusea, alterações no apetite, cefaléia, perturbações do sono, agitação, alterações dermatológicas e perturbações da função ocular, problemas gastrointestinais, confusão, perda do senso de realidade, sudorese aumentada, discrasia sangüínea, depressão mental, câibras musculares, náusea ou vômito, distúrbios de percepção, hipersensibilidade ao toque e à dor, parestesias ou fotofobia, taquicardia, tremor, convulsão, disfunção hepática, hipotensão. A incidência de sedação e instabilidade aumenta com a idade. Como com todos os benzodiapínicos, reações paradoxais como estimulação, agitação, irritação extrema ou alucinações podem ocorrer raramente. Caso ocorram, a droga deve ser descontinuada.

Max-pax® comprimido deve ser administrado por via oral. para se obter os melhores resultados, a dose, a freqüência de administração e a duração do tratamento devem ser individualizadas de acordo com a resposta do paciente.
Ansiedade:
Adulto: a dose média diária para tratamento da ansiedade é de 2 a 3 mg, administrada em doses divididas. entretanto, pode-se chegar a limites compreendidos entre 1 e 10 mg ao dia.
Insônia:
Adulto: para insônia devida à ansiedade ou distúrbio situacional transitório, uma única dose diária de 1 a 2 mg pode ser administrada, geralmente ao deitar
Idosos: para pacientes idosos ou debilitados, recomenda-se uma dose inicial de 1 ou 2 mg/dia (em doses divididas), que será ajustada segundo as necessidades e a tolerância do paciente.
Pré-operatório:
Adulto: para a utilização pré-operatória, recomenda-se uma dose de 2 a 4 mg de max-pax® na noite anterior a cirurgia e/ou uma a duas horas antes do procedimento cirúrgico.

Álcool e drogas depressoras do SNC: o uso concomitante pode aumentar os efeitos depressores do SNC e o risco de apnéia tanto dessas drogas como dos benzodiazepínicos. Recomenda-se cautela e que a dosagem de um deles ou de ambos seja reduzida. Quando os benzodiazepínicos são usados em associação a um analgésico opióide, a dosagem do analgésico deve ser reduzida pelo menos em 1/3 e depois aumentada aos poucos.
Cimetidina, contraceptivos orais contendo estrógenos, diltiazem, eritromicina, fluoxetina, fluvoxamina, itraconazol, cetoconazol, nefazodona, ranitidina ou verapamil: o uso concomitante destes medicamentos pode levar a inibição do metabolismo hepático de benzodiazepínicos que são metabolizados via oxidação, resultando no atraso da eliminação e aumento da concentração plasmática dos benzodiazepínicos. O lorazepam apesar de possuir metabolização hepática, esta é feita por conjugação direta com o ácido glucurônico, podendo não ter o metabolismo prejudicado.
Carbamazepina: o uso concomitante pode resultar em aumento do metabolismo, levando à diminuição da concentração sérica e redução da meia-vida de eliminação do lorazepam devido à indução da atividade da enzima hepática microssomal. O lorazepam apesar de possuir metabolização hepática, esta é feita por conjugação direta com o ácido glucurônico, podendo não ter o metabolismo prejudicado. A monitoração das concentrações séricas da carbamazepina como um guia da dose é recomendada, especialmente quando a carbamazepina é adicionada ou retirada da terapia com benzodiazepínicos.
Probenecida: a co-administração pode prejudicar a conjugação do lorazepam com o ácido glucurônico, levando ao aumento dos efeitos e excesso de sedação.
Clozapina: colapso, algumas vezes acompanhado de depressão ou parada respiratória, tem sido reportado em poucos pacientes que receberam clozapina em associação com benzodiazepínicos. Recomenda-se cautela quando a clozapina é administrada conjuntamente com qualquer agente que pode causar depressão respiratória e a dosagem de clozapina deve ser administrada aos poucos e lentamente. Alguns médicos têm recomendado que os benzodiazepínicos sejam descontinuados pelo menos 1 semana antes de iniciar o tratamento com clozapina.
Levodopa: o uso concomitante com benzodiazipínicos pode diminuir os efeitos terapêuticos da levodopa.
Zidovudina: o uso concomitante com benzodiazepínicos pode, teoricamente, inibir competitivamente a glucuronidação hepática e diminuir a depuração da zidovudina. A toxicidade da zidovudina pode potencialmente estar aumentada.

Gerais- o tratamento deve ser iniciado em doses reduzidas, em virtude da possibilidade de sonolência diurna. os pacientes tomando lorazepam devem ser advertidos para não operar máquinas ou dirigir veículos até se constatar que não apresentam sonolência ou tontura.
Lorazepam não se destina ao tratamento de doenças depressivas primárias ou ao tratamento primário de psicoses.
Recomenda-se que a necessidade do tratamento continuado com lorazepam seja periodicamente reavaliada. Há relatos de amnésia anterógrada transitória e perturbação da memória associadas ao uso de benzodiazepínicos.
Alguns pacientes tomando benzodiazepínicos desenvolveram discrasias sangüíneas e alguns apresentaram elevação das enzimas hepáticas. Como sucede com os demais benzodiazepínicos, recomendam-se avaliações hematimétricas e testes da função hepática periódicos nos pacientes sob terapia a longo prazo com o lorazepam.
Deve-se considerar a possibilidade de suicídio em pacientes com ansiedade associada à depressão; em tais casos, grandes quantidades de lorazepam não devem ser prescritas.
Em pacientes nos quais distúrbios gastrointestinais ou cardiovasculares coexistem com a ansiedade, lorazepam não demonstrou benefício significante no tratamento do componente gastrointestinal ou cardiovascular. Foi relatada dilatação esofágica em ratos tratados com lorazepam por mais de 1 ano à dose de 6 mg/kg/dia. A dose sem efeito foi de 1,25 mg/kg/dia (aproximadamente 6 vezes a máxima dose terapêutica humana de 10 mg por dia). Esse efeito foi reversível quando o tratamento foi interrompido até 2 meses após a primeira observação do fenômeno. O significado clínico desta observação é desconhecido, contudo, o uso de lorazepam por períodos prolongados, ou em pacientes geriátricos requer cautela e freqüente monitorização para sintomatologia digestiva alta.
Abuso e dependência: o uso em indivíduos propensos ao abuso, tais como os viciados em drogas ou álcool, deve ser evitado, sempre que possível, devido à sua predisposição para desenvolvimento de hábito e dependência. O uso de benzodiazepínicos pode levar à dependência. Observaram-se sintomas de abstinência, similares aos observados com os barbitúricos e o álcool, após a interrupção dessas drogas. Há também relatos de sintomas de abstinência após a descontinuação de benzodiazepínicos tomados continuamente em níveis terapêuticos, especialmente quando a descontinuação é abrupta. Desse modo, o Lorazepam deve ser retirado gradualmente, para ajudar a evitar a ocorrência dos sintomas de abstinência. O paciente deve ser advertido para consultar seu médico antes de qualquer aumento de dose ou interrupção abrupta do tratamento.
Carcinogênese, mutagênese, alterações da fertilidade: não houve evidência de potencial carcinogênico em ratos ou camundongos durante um estudo de 18 meses com lorazepam por via oral. A investigação de atividade mutagênica na Drosophila melanogaster indica que o lorazepam é mutacionalmente inativo. Um estudo de pré-implantação em ratos foi efetuado com lorazepam por via oral, na dose de 20 mg/kg, o qual não mostrou prejuízo da fertilidade.
Gravidez - os benzodiazepínicos podem causar danos fetais quando administrados a mulheres grávidas. Um aumento do risco de malformações congênitas associado ao uso de agentes ansiolíticos (clordiazepóxido, diazepam e meprobamato) foi sugerido em vários estudos portanto, o uso dessas drogas durante o primeiro trimestre da gravidez deve ser quase sempre evitado. Quando prescritos para mulheres férteis, elas devem ser advertidas para discutir com seus médicos a conveniência da interrupção da droga se desejarem engravidar ou se suspeitarem de gravidez. Há relatos de sintomas de abstinência, no período pós-natal, em recém-nascidos de mães que ingeriram benzodiazepínicos por várias semanas ou mais, antes do parto. Em seres humanos, os níveis sangüíneos obtidos no cordão umbilical indicam transferência placentária do lorazepam e seu glucuronídeo. Os recém-nascidos parecem conjugar a droga lentamente, sendo o metabólito detectável na urina durante mais de sete dias. A glucuronidação do lorazepam pode inibir competitivamente a conjugação da bilirrubina, levando à hiperbilirrubinemia nos recém-nascidos. Hipoatividade, hipotonia, hipotermia, apnéia, incapacidade de sugar normalmente, e prejuízo na resposta metabólica às variações térmicas, têm sido relatadas em recém-nascidos de mães que receberam benzodiazepínicos no fim da gravidez ou durante o parto.
Lactação - os benzodiazepínicos são excretados no leite materno. Como os neonatos metabolizam os benzodiazepínicos mais lentamente que os adultos, é possível o acúmulo da droga e conseqüentemente seus efeitos tóxicos. A menos que o médico julgue clinicamente justificável, lorazepam não deve ser administrado a lactantes.
Pediatria - pacientes pediátricos, especialmente os mais jovens, são mais sensíveis aos efeitos dos benzodiazepínicos no SNC, portanto não é recomendado o uso de lorazepam para crianças menores de 12 anos de idade.
Geriatria (idosos) - estes pacientes são mais sensíveis aos efeitos dos benzodiazepínicos no SNC. Recomenda-se que a dosagem diária inicial seja da menor dose eficaz e assim aumentada gradativamente, se necessário, para diminuir a posssibilidade de desenvolver ataxia, sedação excessiva e tontura os quais podem levar a ocorrência de outros acidentes (fraturas por queda). Estudos indicam que pacientes geriátricos em tratamento com benzodiazepínicos de ação prolongada são mais susceptíveis a sofrer fraturas por queda do que quando tratados com benzodiazepínicos de ação curta. Embora o risco de sofrer esses acidentes em ambos os grupos seja maior do que no grupo de pacientes geriátricos que não fazem uso de benzodiazepínicos ou outro tipo de sedativo hipnótico de ação curta.
Insuficiência renal/hepática - os pacientes com prejuízo da função renal ou hepática devem ser avaliados periodicamente. Estes pacientes são geralmente mais sensíveis aos efeitos dos benzodiazepínicos no SNC. A dose deve ser cuidadosamente ajustada, de acordo com a resposta do paciente.

Biolab Farmacêutica

Pacientes com hipersensibilidade conhecida aos benzodiazepínicos, primeiro trimestre de gravidez, em pacientes com glaucoma agudo de ângulo estreito, miastenia gravis, intoxicação aguda por ingestão de álcool com depressão de sinais vitais, histórico de abuso ou dependência de drogas, obstrução crônica severa pulmonar, hipercinesia, apnéia e depressão mental severa .

Lorazepam

Ansiolítico


× Atenção: Consulte um médico antes de tomar qualquer medicamento. O conteúdo disponibilizado por este site não pode em hipótese alguma substituir uma consulta médica. Tomar remédios ou iniciar tratamentos sem acompanhamento pode ser extremamente perigoso para sua saúde.
A Remediopédia tem como objetivo proporcionar informações sobre medicamentos de forma clara e objetiva. A Remediopédia não se responsabiliza pelo mal uso das informações disponibilizadas aqui.